Filme publicitário, conteúdo para redes, projeto especial? Isso é o mínimo.

Sendo honesto, o que a Sobremesa faz de verdade é algo um pouco mais sutil: curadoria de ideia. Porque trabalho bem-feito o mundo tem de sobra; o que anda em falta é aquela ideia que, depois de paga a conta e encerrada a campanha, continua morando na cabeça de alguém. Sobrevive.

A receita da casa junta três coisas raras de se encontrar em um mesmo lugar: o rigor do cinema, o olhar atento ao barulho veloz do digital e a inteligência artificial usada como instrumento, nunca como atalho. Do filme grande ao vídeo de quinze segundos, o cuidado é o mesmo - porque é sempre no detalhe, aquele pequeno gesto que quase ninguém percebe, que o trabalho ganha corpo, textura e, com alguma sorte - e muita dedicação - alma.

São três sócios com repertórios propositalmente diferentes: Alvaro Pacheco na estratégia, Camila Faus na direção e Maria Fernanda Guerreiro na criação - gente que passou por casas grandes, aprendeu o que tinha para aprender e voltou para a mesa com aquele tipo de olhar que só quem sentiu saudade de um bom projeto entende: com critério e sem pressa.

Porque Sobremesa não é necessidade. É desejo.